"Todos os órgãos vão trabalhar com um único foco", prosseguiu o presidente da Apex. "O governo anunciou a meta de aumentar as exportações, e está dando satisfação de que vai chegar lá com coordenação forte e um novo modelo de implementação", explicou.
O secretário de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Welber Barral, disse que a estratégia é uma resposta a críticas dos empresários, que desconhecem quantas são, onde estão e quais os volumes das várias linhas de financiamento oficial para exportações, dispersas por quatro dezenas de órgãos públicos.
"Uma das coisas importantes dessa estratégia é definir quem faz o quê, para que o setor privado reduza a peregrinação pela Esplanada dos Ministérios" em Brasília, comentou Barral. "Foi muito importante a construção de um consenso sobre a relevância do comércio exterior para o país", continuou.
Ele explicou que o mapeamento permitiu reduzir a duplicação de iniciativas "para maior eficácia dinheiro público". Para isso, haverá acompanhamento trimestral, inclusive com relatórios ao Palácio do Planalto, e no endereço eletrônico da Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI).
Outro passo importante será a aplicação de indicadores de avaliação do desempenho dos agentes públicos envolvidos, pelo Instituto de Pesquisa Aplicada (Ipea).
A nova estratégia se difere de outras políticas anunciadas no passado para fortalecimento do comércio exterior, frisou Teixeira. "Antes, era uma agregação de valor e aumento na quantidade das exportações", afirmou.
O plano anunciado hoje fez um diagnóstico da atuação do setor público para redução de burocracia e de custos, além de apontar direções ao exportador. Na segunda parte está descrito o que fazer para atingir cinco grandes metas: aumento da competitividade da base exportadora; agregação de valor às exportações; ampliar a base exportadora; ampliação do acesso a mercados e incremento das exportações de serviços.
Por Azelma Rodrigues
Fonte - Valor Online
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